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OE 2016: uns rogam-lhe pragas, a maioria faz figas para que funcione

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 22.02.16

 

É com perplexidade que ouço várias personalidades rogar pragas ao OE 2016. Uma coisa é apresentar argumentos fundamentados, outra coisa é destruir genericamente o orçamento, embrulhá-lo em considerações maldosas como "austeridade socialista". 

Os cidadãos estão certamente do outro lado, a fazer figas para que o OE funcione, que não sejam necessárias mais garantias a Bruxelas, ou se forem, que não recaiam nas mesmas vítimas.

 

Esta é a diferença entre cultura de classe e cultura democrática:

- cultura de classe: ver apenas o seu grupo de referência e defender privilégios adquiridos, ser incapaz de colocar à frente dos seus interesses o interesse mais vasto e as priotidades, as situações de emergência, os mais frágeis da grande comunidade;

- cultura democrática: ver o grande plano, os cidadãos como um todo, uma grande comunidade, e tentar encontrar um equilíbrio, conseguindo ver as prioridades, as situações de emergência, os mais frágeis.

 

Reparem no seguinte exemplo de cultura de classe: o ex-PM disse num discurso recente, quando não há dinheiro não há social-democracia... há austeridade... 

Numa cultura democrática é precisamente nas situações precárias, em que não há dinheiro, que se protegem os mais frágeis, procurando evitar mais fragilidades (desemprego, subemprego, etc.), distribuindo, de forma equilibrada, cortes e tesouradas nos rendimentos, e não apenas nos rendimentos do trabalho.

 

A perspectiva é completamente diferente conforme a cultura de base com que se vê a responsabilidade governativa. Para a cultura de classe, ser PM é um estatuto (um posto, um emprego), para a cultura democrática é um serviço (uma missão). E o mesmo para a capacidade de esclarecer, de comunicar, de negociar, próprias da cultura democrática.

Pela primeira vez em muitos anos, temos um PM que fala directamente aos cidadãos (a ideia de esclarecer em vídeo as dúvidas sobre o OE 2016 foi muito inteligente) e que sabe negociar (colocando as várias partes a conversar).

Também pela primeira vez em muitos anos temos um Presidente eleito cujos trunfos são precisamente comunicar e negociar, e que inspirará o país a integrar a cultura democrática, largando de vez os tiques de um passado bafiento.  

 

 

 

 

Post publicado n' As Coisas Essenciais.

 

 

publicado às 16:08

Portugal e a sua vocação universal

por Ana Gabriela A. S. Fernandes, em 09.02.16

Talvez porque tenhamos vindo de todo o lado, do norte, do sul, do oriente, trazemos connosco muitos povos e muitas culturas. Nada nem ninguém nos é estranho, encontramos logo um modo de comunicar. Isso verifica-se nos documentários sobre os nossos contingentes em missões de paz ou agora nos resgates marítimos de refugiados, e nos programas sobre os portugueses no mundo ou dos jovens que criam startups e aplicações. Movimentamos-nos no mundo com à vontade, partilhamos ideias e projectos, a nossa cultura universal é a mesma do séc. XXI.


Estamos, pois, bem posicionados para ajudar outras culturas mais fechadas a abrir as suas fronteiras mentais e a ver o grande plano onde tudo se movimenta e encontra o seu equilíbrio. A possibilidade de virmos a ter um português na ONU é, neste sentido, uma oportunidade única de colocarmos a nossa cultura universal ao serviço dos direitos humanos universais.


Que a nossa alma universal consiga, igualmente, criar dentro de portas esse movimento e equilíbrio que ajuda a criar no mundo. 

 

 

Post publicado n' A Vida na Terra.

 

 

publicado às 16:40


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